sábado, 19 de fevereiro de 2011

Capítulo 5 - Vida de coadjuvante é osso!

 E a porta se abriu. Apenas os retrovisores não passaram sendo arrancados na passagem da ambulância. 
Ao ver isso, Kiko da um sorriso e fala:
-Sem retrovisores ? Será ainda mais divertido na volta! – com um sorriso insano no rosto.
Nesse momentos TODOS se jogam da ambulância desesperados (incluindo Xatinha,que mesmo desmaiada , tenta se salver inconscientemente através de um espasmo corporal de sobrevivência).
Depois de toda essa bagunça, um senhor obeso com cara de médico tarado, e um bigode saliente a la Leoncio, e óculos escuros a la John Lennon grita:

-O que esta acontecendo no meu hospital?!
-Sou eu chefe raposa – fala Kiko acenando e sorrindo pela janela da ambulância.
-Ah certo. Essas são as pessoas que sofreram o acidente no viaduto? – indaga raposa
-Não, não, essas são as que eu atropelei no caminho de volta, so trouxe mesmo foi aquela menina desmaiada que levou um chute na cara – explica Kiko apontando para a Xatinha do passado.
-E o restante das pessoas? – pergunta raposa quase irritado dando uma olhada para a enfermeira que está passando.
-Eram so coadjuvantes, eles vão sobreviver para aparecem em outra cena, a enfermeira que o senhor esta secando era a cobradora do ônibus na cena do acidente – tranqüiliza Kiko.
-Ah tudo bem. – fala raposa, enquanto começa a fazer uma carta de amor para a enfermeira recém-conhecida - mas espere, e esses três, são coadjuvantes também?
-er... acho que sim – fala o primeiro ferido
-Eu nao. Nos próximos episódios eu vou ate ser um dos capangas do vilão da historia, e vou usar essa cena como texto de abertura, de como vocês deviam ter acabado comigo quando tiveram chance, e por ai vai, ainda to pensando nas falas – fala um rapaz magrinho e alto com cabelo dividido ao meio.
-Er... eu também – diz o terceiro ferido contrariado.
Todos se olham , enquanto Raposa continua escrevendo a carta para a enfermeira.
-Ei meu senhor, nós estamos feridos ,não dá pra ficar aqui parado esperando alguém ter boa vontade de nos atender né? – reclama o coadjuvante vilão;
-KKKKKKKKKKK!!! - ri Kiko - Meu jovem, você está no João Alves, é melhor desenvolver a paciencia enquanto está aqui – explica Kiko.
-Já sei ! – grita raposa orgulhoso de si mesmo
Todos olham ansiosos para serem logo atendidos.
-"Com amor do seu chuchuzinho" – fala raposa anotando no papel e mandando um dos maqueiros entregar a enfermeira
Todos se entreolham frustrados.
-E nós? – pergunta o coadjuvante vilão.
Pessoal da residència do Huse (o.O)
-Ah, vocês eu já sei. – fala Raposa colocando a mão no queixo e tirando um cachimbo já aceso de dentro do bolso – A tal Xatinha eh personagem principal, tem até nome, e o metido a vilão tem futuro, mas os outros são obviamente coadjuvantes.
-E daí? – pergunta Kiko
-E daí? Fora coadjuvantes!!! Nós só atendemos personagens principais!!! Com nomes!!! RUA pra vocês!!! – diz Raposa expulsando-os.
-Mas esse é um hospital público – reclama um dos feridos.
-Shut up, coadjuvante! – repreende raposa chamando a segurança que expulsa os dois.
Os enfermeiros colocam todos em macas e levam-nos a leitos para serem atendidos melhor ( ou não) pelo pessoal da Residência.

(Algum tempo depois...)

Foto de Lost? Não, é só impressão sua
Uma enorme zuada (não, não é um barulho.É uma zuada mesmo) faz o chão do hospital tremer).
-O que está acontecendo ? – pergunta o coadjuvante vilão desesperado (não tanto quanto estava na ambulância com Kiko, mas ainda assim desesperado).

-Um avião! Um avião sobrevoou Aracaju e se partiu ao meio caindo em dois locais diferentes, e desolados esquecidos por Deus (e pela prefeitura também) – diz raposa.

-Lugares esquecidos por Deus? onde? - Pergunta o coadjuvante.
-A aruana e o Santa Lúcia!!! - diz raposa.
-Meu Deus!!! O que será dessas pobres almas? – fala o coadjuvante baixando a cabeça, quase chorando.


LOST....


ops...


quer dizer...


CONTINUA!!!

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